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O Diário Virtual Gestão Participada do Gabinete para o Centro Histórico criou esta “plataforma com o intuito de incrementar a participação dos cidadãos e dos atores económicos e sociais na governação urbana desta área central da cidade, promovendo quer o desenvolvimento da democracia participativa no planeamento urbanístico e na gestão urbana quer o envolvimento da comunidade em ações de revitalização urbana.

Assim, sempre que queira propor, comentar e dar a sua opinião sobre qualquer assunto relacionado com o centro histórico, pode fazê-lo através deste diário virtual.

Estamos sempre ao seu dispor.

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Alta de Coimbra: espaços vazios da malha urbana – Estudo Provisório

A Alta de Coimbra corresponde a uma malha urbana medieval que resulta de uma adaptação à morfologia do terreno, e que pode ser avaliada em relação à dicotomia espaços cheios e espaços vazios.
Os espaços vazios, nomeadamente os espaços intersticiais que resultam da edificação, vulgarmente denominados como logradouros, correspondem a valores de importância social, cultural e ecológica, que podem ser essenciais na requalificação do território e da paisagem urbana histórica.
Com este estudo pretendemos analisar as características dos logradouros existentes no tecido urbano, considerando numa primeira fase duas tipologias distintas: logradouros impermeabilizados e logradouros ajardinados. Para estes últimos, na maioria das vezes esquecidos nos estudos das paisagens urbanas, faremos uma caracterização sobre o ponto de vista da Arquitetura Paisagista e da História da Arte dos Jardins.
Apresentaremos ainda os espaços cujas características (localização da malha urbana e associação a edifícios de uso público) lhe conferem um potencial acesso público como espaços de recreio e lazer.

Pode ver o estudo clicando aqui: Alta de Coimbra: espaços vazios da malha urbana – Estudo Provisório

Noticia sobre conjunto cerâmico do século XIII no contexto do bairro judaico de Coimbra.

A realização do Acompanhamento Arqueológico da Obra de Repavimentação e Remodelação de Infraestruturas da R. Corpo de Deus/ Largo da Capela de N. Sra da Vitória (Coimbra), da responsabilidade científica de Sara Almeida e Susana Temudo (GCH), proporcionou a identificação de testemunhos arqueológicos, no patamar sobranceiro ao Largo da Capela, que implicaram a execução de uma escavação arqueológica de emergência, sobre cujos resultados incide a presente divulgação.

A área em questão coincide precisamente com a localização da antiga judiaria da cidade de Coimbra, implantada, em Época Medieval, no exterior da linha de muralha, na encosta NW. A documentação disponível situa, no século XII, aí o referido Bairro, sabendo-se que terá permanecido neste local até ao século XIV, aquando da deslocalização para a Judiaria Nova, nos arrabaldes junto à Rua Direita.

Os trabalhos promovidos, na sequência do reconhecimento de vestígios arqueológicos, revelaram a existência de uma construção de caráter doméstico, composta por dois compartimentos, parcialmente escavados na rocha de base e preservados sob o arruamento atual. As estruturas encontravam-se conservadas apenas a SE (e abaixo da cota do substrato rochoso confinante), verificando-se que a edificação do atual muro de contenção da Rua, que delimita o Largo da Capela, truncou a sua extremidade NW, perdendo-se assim a possibilidade de recuperar a configuração planimétrica integral desta antiga parcela urbana.

No que concerne ao panorama estratigráfico documentado, a natureza construtiva da estrutura (semienterrada), restringiu ao interior dos compartimentos os depósitos associados, enquadrando-se estes em três categorias: níveis de ocupação (pavimentos e estruturas de combustão) que marcam uma sucessão cumulativa de episódios de ocupação continuada; níveis de aterro; nível de destruição/ da estrutura.

A análise circunstanciada do espólio arqueológico exumado nos contextos acima descritos permitiu a integração das realidades descobertas numa linha temporal estremada entre os derradeiros momentos do século XII (para os primeiros níveis ocupacionais detetados) e o séc. XIV (para a destruição/anulação da estrutura). Ou seja, o período histórico documentado na intervenção fixa-se, grosso modo, ao longo do século XIII, momento ainda insuficientemente conhecido ao nível dos contextos arqueológicos no núcleo urbano de Coimbra. Ao interesse da cronologia dos vestígios, no quadro local, acresce a particularidade de estarmos perante um dos raros contextos medievais judaicos em território nacional, revelado no âmbito de uma intervenção de natureza arqueológica.

A determinação deste intervalo temporal, centrado na centúria de duzentos, assentou na análise do repertório cerâmico recuperado e na sua confrontação com um conjunto coerente de numismas integrados em contextos de proveniência significativos. Relativamente ao espólio numismático, o balizamento temporal ditado por terminus post quem é conferido por um dinheiro de D. Sancho II (1223-1248) associado ao 2º momento de ocupação da estrutura habitacional e um dinheiro de D. Afonso III (1248-1279) associado ao último momento ocupacional pré-abandono do edifício.

No que respeita ao material cerâmico de cronologia medieval, é possível, não obstante o seu modesto volume e elevado grau de fragmentação, tecer algumas considerações.

Antes de mais, a reduzida expressividade numérica associada aos níveis mais antigos não permitiu vislumbrar uma evolução morfo-tipológica ao longo dos diferentes depósitos sedimentares. Ou seja, aparentemente, não se regista, no decurso do intervalo temporal analisado uma evolução significativa no estilo e perfil das peças identificadas.

Em segundo lugar o traço mais representativo do conjunto é a preponderância das produções de cerâmica local/regional (de chamado “barro vermelho”) face aos raros exemplos de artefactos de importação, dentre os quais se realça a recuperação de um ataifor revestido a vidrado verde e de origem almóada ou tardo-almóada. Em termos gerais, o conjunto reflete um ambiente de proveniência de caráter modesto (pela raridade de itens considerados de luxo ou prestigio) consentâneo com uma unidade habitacional, aparentemente de natureza indistinta das demais contemporâneas.

Outra característica que importa realçar é a de um certo “conservadorismo” estético, ou melhor, da prevalência de uma tradição precedente, que se manifesta na subsistência da maior parte dos perfis e na aplicação de pintura a branco, nomeadamente a um leque considerável de recipientes fechados, de transporte e serviço de líquidos. Paralelamente à manutenção desta raiz de influência islâmica, assiste-se ao reforço da matriz setentrional, patente, a título de exemplo, na presença expressiva de decoração plástica sob a forma de cordões digitados aplicados aos mais variados tipos formais e funcionais. Este fenómeno de multiculturalismo é tanto mais interessante quando consideramos a sua manifestação sob um fundo cultural judaico. Efetivamente, é este fundo sociocultural semita que temos maior dificuldade em identificar na produção artefactual reunida. Este dado interessante pode ser entendido num quadro em que a comunidade judia não disporia de uma baixela cerâmica exclusiva, partilhando com os restantes grupos étnico/religiosos (cristãos, moçárabes e muçulmanos) os modelos de recipientes convencionados na tradição local.

Conjunto ilustrativo do lote cerâmico referido

Informação mais detalhada sobre a intervenção será disponibilizada com o Relatório Final, aquando da sua aprovação pela tutela.

Paisagem Urbana Histórica

Numa cidade como Coimbra, reconhecida pelo elevado valor do seu património histórico e cultural, com uma Candidatura a Património Mundial da UNESCO a decorrer, as questões da preservação da paisagem urbana histórica devem ser ponderadas. Pensar na Cidade Histórica como uma interação entre todos os elementos que a constituem- a paisagem- poderá ser um critério a seguir.

Poderá propor-se o estudo da Paisagem Urbana Histórica de Coimbra no que diz respeito à qualidade visual e qualidade paisagística. Sempre que possível deve ser estudado o enquadramento paisagístico das intervenções urbanas, quer ao nível do Planeamento quer ao nível do Projeto, de modo a garantir a integridade da paisagem e a valorização da qualidade visual.

No documento de sensibilização abaixo poderá ter acesso a algumas informações sobre esta temática da Paisagem Urbana Histórica.

Ver documento: Paisagem Urbana Histórica

Feliz Natal

Os funcionários do Gabinete para o Centro Histórico desejam a todos um Feliz Natal desejando que os desafios do próximo ano se transformem em oportunidades de crescimento e realizações.

Bem-haja a todos aqueles que nos ajudam, directa ou indirectamente, a tornar o centro num espaço mais aprazível para viver e visitar.

Feliz Natal e Boas Festas!

VIII Serão Reviver dos Cânticos do Ciclo Natalício

O Grupo Etnográfico da Região de Coimbra vai levar a efeito no dia 7 de Janeiro pelas 21h30 o VIII Serão “Reviver dos Cânticos do Ciclo Natalício”, que pretende dar a conhecer os diferentes cantares ao Menino, cantares de Reis e Janeiras da Região de Coimbra e das regiões dos grupos convidados.

Este ano participam nesta iniciativa o Grupo Etnográfico da Região de Coimbra (organização) e os grupos convidados: Rancho das Lavradeiras da Trofa e a Associação das Cantadeiras do Vale do Neiva.

Contamos com a sua presença.

Presépio de Cabral Antunes exposto no átrio da Câmara de Coimbra

O presépio da autoria do mestre Cabral Antunes vai ficar exposto no átrio da Câmara Municipal de Coimbra até ao dia 6 de Janeiro de 2012, Dia dos Reis, sendo que este ano conta com a presença de todas as figuras originais, ainda que restauradas, do presépio.

A Autarquia pretende dar aos munícipes e visitantes da cidade a possibilidade de apreciarem “um dos mais belos exemplares da escultura conimbricense contemporânea, evocativa da tradição de visitar os presépios, que tem marcado, desde os anos 60, várias gerações”.

Para dinamizar o átrio dos Paços do Concelho e “criar a ambiência própria da época natalícia”, a iniciativa será complementada com um programa de animação cultural que contará com treze grupos folclóricos e etnográficos da região Centro e de dois grupos corais, junto ao presépio, sempre a partir das 17 horas, nos dias 3, 10 e 17 de Dezembro (neste último dia haverá também um concerto às 21 horas).

Nos cinco concertos programados pelo Departamento de Cultura do Município de Coimbra será apresentado repertório que incide em cânticos natalícios, de louvor e adoração ao Menino Jesus, cantados durante a cerimónia do beijar do Menino, ou alusivo à visita dos Pastores, cânticos populares da tradição natalícia cristã entoados nos dias antecedentes ao Natal, durante as missas na quadra natalícia, ou aquando das visitas aos presépios.

O Presépio de Cabral Antunes, que pode ser visitado de segunda a sexta-feira (9 horas às 19 horas) e aos sábados (apenas nos dias 4, 11 e 18 de Dezembro) entre as 10 horas e as 19 horas, passou a estar exposto no átrio do edifício camarário depois de ter sido restaurado, por ter sido sujeito a atos de vandalismos (incluindo furto de esculturas) quando em anos anteriores era exibido na rua.

O presépio da autoria do escultor e medalhista conimbricense José Maria Cabral Antunes (1916-1986), inaugurado no dia 15 de Dezembro de 1966 na Praça 8 de Maio, era composto inicialmente por três figuras de estafe (Menino Jesus, Virgem Maria e S. José), a que foram acrescentadas mais tarde, em 1967, as figuras do Burro, da Vaca e dos três Reis Magos.

4ª Edição do Ciclo de Tertúlias

O Gabinete para o Centro Histórico realiza, no próximo dia 13 de dezembro pelas 21h00, no Ateneu de Coimbra, a 4ª edição do ciclo de tertúlias “À Conversa com o Centro Histórico”.

Esta edição é subordinada ao tema “Plano Especial de Emergência do Centro Urbano Antigo” e contará com a presença do Senhor Vereador responsável pelo Centro Histórico, Engº Paulo Leitão, Senhor Diretor do Gabinete dos Serviços de Proteção Civil, Eng.º Serra Constantino e pelo Senhor Tenente Coronel Avelino Dantas a representar os Bombeiros Sapadores de Coimbra. O moderador da mesa será o Chefe de Divisão do Gabinete para o Centro Histórico, Engº Sidónio Simões.”

A entrada é livre e esperamos conseguir uma forte adesão de todos os que se interessam por esta temática.

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico

Abertura do procedimento de classificação do edifício da Estação Nova, sito em Coimbra, na Avenida de Emídio Navarro, freguesia de São Bartolomeu, concelho e distrito de Coimbra.

Foi publicado em Diário da República, 2ª Série, nº 223, de 6 de dezembro de 2011, o Anúncio nº 18099/2011, de 06 de dezembro, que determina a abertura do procedimento administrativo relativo à classificação do edifício da Estação Nova, sito em Coimbra, na Avenida de Emídio Navarro, freguesia de São Bartolomeu, concelho e distrito de Coimbra.

Assim sendo, a partir deste anúncio este edifício fica em vias de classificação estando por isso protegido, tal como os bens imóveis localizados na zona geral de proteção (50 metros contados a partir dos seus limites externos).

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico

Igreja de Santa Justa, adro e escadaria fronteiros – pronúncia de interessados

Foi publicado em Diário da República, 2ª Série, nº 218, de 14 de novembro de 2011, o Anúncio nº 16670/2011, de 03 de novembro, que respeita à Consulta Pública relativa à classificação como Monumento de Interesse Público (MIP) da Igreja de Santa Justa, adro e escadaria fronteiros, freguesia de Santa Cruz, concelho de Coimbra, distrito de Coimbra, e à fixação da respetiva zona especial de proteção (ZEP).

O Prazo de pronúncia dos interessados decorre até ao dia 28 de dezembro de 2011.

Consulte os elementos relevantes do processo

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico

Fontanário da Sé Velha de regresso às origens

O abastecimento da água sempre foi uma preocupação para as populações. Até finais do século passado, muita da população na Alta de Coimbra, ainda se abastecia da água das fontes, pois a maior parte das casas antigas não tinha água canalizada. No século XVI é construído um Chafariz no adro da igreja, junto ao ângulo noroeste, onde anteriormente existia um depósito provisório de águas. Assim, em 1573/74, o depósito é transformado num chafariz de uma só bica, em cumprimento da ordenação em carta régia de 7 de maio de 1573, de El-Rei D. Sebastião. Sete anos passados, e tendo em conta a afluência de população à bica, o Chafariz da Sé Velha foi beneficiado, passando a dispor de duas bicas. O Chafariz era ladeado por dois brasões, que homenageavam os Bispos D. Jorge de Almeida e D. Afonso Castelo-Branco.

A água do Chafariz era utilizada pela população para as suas atividades do dia a dia. Não só para uso doméstico, mas também para a rega de pequenas hortas/jardins existentes no Centro Histórico.

Devido às várias queixas apresentadas pelo mau estado de conservação do chafariz, surgindo a necessidade de ampliação do depósito que abastecia a fonte e aproveitando o facto de que a rua teria que ser alargada (quase para o dobro), a 18 de abril de 1863 as plantas de obras para o chafariz  são aprovadas. As obras são morosas, mas em maio de 1964 o chafariz é concluído: O chafariz foi recuando, voltou a ter apenas uma bica.

Em 1934 inicia-se o desmonte da muralha que circunda a Igreja da Sé Velha. O então Presidente da Junta de Freguesia de Almedina comunica à Câmara, em janeiro desse ano, que os Monumentos Nacionais estão a proceder à referida demolição. Assim, e tendo em conta que a fonte em pedra irá desaparecer, solicita para que esta seja montada num outro local do Largo, tendo em conta a importância para o abastecimento e dia a dia da população. Caso não fosse possível esta mudança, poderia colocar-se em sua substituição um marco fontanário, semelhante àqueles que são colocados noutros locais da cidade. Tendo sido encomendado à Fundição Alba (Albergaria-a-Velha) alguns marcos fontanários para a cidade, um deles foi instalado no Largo da Sé Velha. Diferente de todos os outros, o marco fontanário inclui também um candeeiro, o que o torna uma peça impar na cidade. O Presidente da Junta de Almedina agradeceu à Câmara, em agosto de 1934, a colocação do marco fontanário no Largo da Sé Velha, que veio substituir a velha fonte de pedra.

Este marco fontanário funcionou até à década de 80 do século passado. Por essa altura, a Câmara Municipal, ignorando as necessidades da população desta zona, desviou a água que abastecia esta fonte e dirigiu-a para um pequeno lago que iria ser inaugurado no Largo da Manutenção Militar.

Fontanário recuperado

Desde a década de 80 até ao ano de 2006 o marco fontanário permaneceu no Largo da Sé velha, continuando a funcionar apenas o seu candeeiro. Esporadicamente, sempre que decorria uma atividade no Largo da Sé Velha que a isso o obrigasse, a parte do fontanário era ativada, como por exemplo acontecia na Feira Medieval. Em 2006, devido a um acidente, o marco fontanário partiu-se e, após o desaparecimento de uma das peças, a CMC recolheu o que restava.

Fontánario recuperado

A população não desistiu de voltar a ver esta peça no Largo da Sé Velha. Após alguns abaixo-assinados, e do contacto direto com os responsáveis pela cidade, ficou a promessa de o marco fontanário voltar ao Largo da Sé Velha.

Poderá visualizar aqui o relatório histórico artístico: Relatório

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico